“A crise hídrica veio para ficar”, alerta especialista

“Só se dá a devida atenção à água quando ela falta. Mas ela não pode ser discutida apenas nos momentos de crise, pois a crise é permanente. Acabou aquela ideia de termos água em abundância, isto existia há cem anos. As cidades cresceram, os mananciais não dão mais conta”.

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Este é o alerta de quem entende do assunto: Osvaldo Oliveira Jr é responsável pelo Projeto ProÁgua e Doutor em Engenharia Civil, na área de Sistemas Hidráulicos Prediais, além de Mestre em Engenharia Civil com tese sobre conservação da água e tecnologias de medição, pela Unicamp.

“Hoje em dia, qualquer chuva a menos e as cidades já sentem a diferença. Por isso, é preciso um diálogo constante entre Poder público e população, para que haja uma mudança de hábito de fato. Faltou planejamento para o crescimento urbano, a verticalização dos prédios criou um déficit em muitas regiões. É preciso discutir tudo isso, constantemente, e a população tem papel fundamental nisso tudo. É preciso ter uma postura responsável e atuante, pois as consequências são coletivas e permanentes”, alerta.

 

Clima seco e altas temperaturas

A Companhia Ituana de Saneamento informou na manhã desta quinta-feira, 5, que o mais recente levantamento de nível dos mananciais que abastecem o município mostra que as sete barragens de captação de água operam com 75% de capacidade, utilizando reservas estratégicas.

As Bacias São Miguel e São Miguel/Varejão, que abastecem a região do Pirapitingui, operam com 80% e 90%, respectivamente. No abastecimento da região central, atuam as bacias do São José e Braiaiá, com 90%; Taquaral/Pirapitingui, com 80%; Itaim, com 45% e Gomes com 50%.

De acordo com a autarquia, a redução do consumo ainda segue muito abaixo do índice de 30%, meta estipulada pela campanha de conscientização lançada em março deste ano. Na região central, o índice atingiu 11%. No distrito do Pirapitingui, 3%. “Por esta razão, o risco da CIS implantar o racionamento de água em toda a cidade é crescente.”, diz a nota.

Além disso, o inverno está com temperaturas muito altas para o período: vivemos o mês de junho mais quente dos últimos 15 anos, segundo o site Climatempo.   De acordo com o superintendente da CIS, Vincent Menu, é necessária a colaboração da população ituana para reduzir o consumo nas residências em 30%. “Por isso, a fiscalização contra o desperdício em Itu irá agir de forma ainda mais atuante e com aplicação de multas. Não temos mais tempo. Precisamos reduzir o consumo de água agora”, pontua. ” É fundamental economizar, para evitarmos o racionamento”, finaliza Menu.

 

Dicas de economia

  • Não deixe a água correndo enquanto estiver escovando os dentes. Uma única pessoa pode economizar 1,9 milhão de litros de água ao longo da vida simplesmente escovando os dentes com a torneira fechada. Se duas pessoas fizerem isso, ao longo da vida, a quantidade de água economizada equivale a uma piscina olímpica e meia. Use um copo com água para enxaguar a boca ao escovar os dentes.
  • Durante o banho, ao abrir o registro, feche um pouco para diminuir a vasão de água. Verifique o fluxo de água do seu chuveiro, se encher um balde em menos de 20 segundos, feche mais o registro do chuveiro para diminuir o fluxo de água e evitar o desperdício. Se você reduzir o banho por um minuto ou dois e você economizará até 150 litros por mês.
  • Na hora de escolher um vaso sanitário para o seu banheiro, opte pelos modelos com caixa acoplada, estes gastam menos água: são cerca de 6 litros por descarga, enquanto os vasos convencionais, com válvulas de parede, liberam até 20 litros. Se a descarga estiver com defeito o consumo pode chegar a 30 litros. Para ser mais ecológico, coloque um balde vazio perto do chuveiro. A água coletada no banho pode ser descartada no vaso sanitário, assim você economiza uma descarga.

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