A importância da concorrência no transporte público
É hora de romper o monopólio do transporte público em Itu. Que, pelo menos, duas empresas realizem os serviços e haja decência no atendimento à população.
POR QUÊ? Imaginemos só existisse uma Padaria, um Supermercado e apenas uma Loja. O preço do pão, do quilo de feijão ou do vestuário vigoraria ao sabor da vontade do dono do Negócio. Na concorrência, o pão é saudável, o feijão não caruncha, a roupa é de boa qualidade. Relativo é o custo, pois o consumidor tem opções onde comprar.
Exemplo igual deve nortear as concessões para o transporte humano. Com duas empresas atuando no setor, a prestação de serviços será mais eficiente, abusos serão evitados e os ônibus deixarão de transitar superlotados. Os itinerários serão mais bem definidos e o passageiro chegará mais rápido ao ponto final de sua viagem. O ônibus transporta pessoas!
Em nosso primeiro mandato de prefeito – 1973/76 – havia apenas uma empresa CIRCULAR e decretamos mais uma empresa na competição. Além da concessionária SERVEZÃO, atuou por um lapso de tempo a empresa CONVENÇÃO TRANSPORTES COLETIVOS – Cotranco. Durou pouco, pois a mais antiga absorveu a novidade.
Atualmente a Viação Itu é a única, pois comprou a concorrente AVANTE! O território de ITU corresponde a 642 km2 e são 585 km de estradas rurais. A atual empresa está longe de cumprir satisfatoriamente o dever de servir ao usuário. Um percurso do Bairro Cidade Nova até a Rodoviária demora quase o tempo de viagem de Itu à Capital. Há incontinência de horário e trajetos mal definidos para atender o interesse do usuário. O volume de passageiros atinge quatro milhões/mês. Os veículos trafegam superlotados em condições desumanas. Falta ÔNIBUS e sobra GENTE.
Basta de monopólio. Carteis são perigosos! Vamos refrescar a memória dos ituanos: no ano 2001 – nosso quarto mandato – a empresa IMPERIAL se arriscou fazer alguns trechos do município. Foi vítima de criminoso atentado ao seu patrimônio e 10 ônibus foram sumariamente queimados na região do Pirapitingui. Tínhamos reduzido a tarifa em 10% e a Viação Itu cobrava um real por passageiro. A Imperial praticava tarifa de noventa centavos, mas, desistiu depois do ato criminoso. Defendemos também a volta do CONTAR – Conselho Tarifário de Natureza Social. Ele impede que o prefeito de ocasião e o dono de concessionária exclusiva decidam sozinhos os valores tarifários. Sobram motivos para acabar com o monopólio. Isto é apenas um resumo.
Lázaro Piunti- ljpiuntiescritor@uol.com.br
