Adriane Ganesha: uma vida guiada pelo invisível

As energias sutis sempre estiveram profundamente conectadas à trajetória de Adriane. Para ela, nada é coincidência. Há sempre algo maior conduzindo — anjo da guarda, mentores, encontros e pessoas que chegam no momento certo.

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Hoje, aos 57 anos, Adriane carrega uma história intensa, feita de recomeços, intuição e coragem. Casou-se aos 36 anos, mas a união durou apenas um ano. Atualmente, vive com sua mãe, Deolinda, que também participa ativamente do espaço Ganesha. E o que antes era apenas uma vida dedicada ao lar ganhou novos contornos: hoje, Deolinda produz massas artesanais, redescobrindo seu valor e autonomia.

Durante 28 anos, Adriane construiu sua carreira no banco. Entrou aos 18 anos no Bamerindus, que mais tarde se tornou HSBC. Mesmo inserida nesse universo, sua essência sempre foi outra. Em 2009, começou a dar aulas de Yoga para crianças — ainda sem imaginar que aquele seria o início de uma grande virada.

Desde menina, já demonstrava uma conexão natural com o espiritual. Era intuitiva, curiosa, um pouco hippie. Gostava de incensos, de explorar São Paulo sozinha ainda jovem, fascinava-se por pirâmides, fazia macramê e refletia sobre o equilíbrio dos elementos da natureza.

Mapa astral

A vida no banco trouxe também momentos de grande estresse. E foi nesses períodos que Adriane buscava terapias como a acupuntura. Foi nesse caminho que conheceu o astrólogo Airton, com quem passou a fazer seu mapa astral todos os anos. Até que, em um determinado momento, ele fez uma previsão direta: ela sairia do banco.

Adriane não acreditou. Estava em ascensão, havia acabado de ser premiada e se via aposentando ali. Mas, em menos de uma semana, veio a demissão — justamente antes de atingir a estabilidade para aposentadoria.

O que parecia um rompimento doloroso se transformou em um chamado. Incentivada também por orientações espirituais, decidiu seguir o caminho da Yoga. Assim nasceu o Ganesha.

O espaço surgiu logo após sua saída do banco e hoje soma 17 anos de história. Três anos depois, sua irmã Fernanda retornou da Suíça e se tornou sócia. Com o tempo, o Ganesha se transformou em um espaço colaborativo, impulsionado também pelo encontro com o tarólogo José Roberval, que trouxe novos direcionamentos após a perda do astrólogo Airton.

O crescimento veio de forma surpreendente. Adriane ampliou o espaço e viu a demanda aumentar. Hoje, o Ganesha é um verdadeiro centro de acolhimento: conta com loja de produtos esotéricos, cinco salas de terapias, duas salas de Yoga e cursos, além de um jardim secreto que convida à introspecção. São cerca de 15 terapeutas atuando no local, todos escolhidos com critério.

“Queremos que o cliente evolua. Não queremos que ele se torne dependente de terapias”, afirma.

Preconceitos

Sua história pessoal também é marcada por desafios profundos. Aos 23 anos, ainda na faculdade de Administração, Adriane descobriu a gravidez de sua filha, Vitória. O relacionamento não resistiu, e ela enfrentou sozinha esse momento. Recorda-se com emoção do dia em que contou ao pai Espirro — após preparar a casa com incenso e chá de erva-cidreira, buscando forças.

Mesmo com o apoio da família, enfrentou preconceitos. Chegou a perder clientes por ser mãe solteira. Ainda assim, seguiu firme, criando sua filha em um ambiente livre, criativo e fora dos padrões tradicionais.

Os relacionamentos ao longo da vida também trouxeram aprendizados. Viveu histórias intensas, incluindo reencontros marcantes — como o retorno do pai de sua filha anos depois. Hoje, Adriane se permite viver o amor de forma mais leve. Está em um relacionamento há oito anos, iniciado de forma inesperada durante a organização de uma viagem.

Atualmente, celebra também o papel de avó de Luana, sua “fofurinha”.

Simplicidade e cura

As memórias de infância revelam muito de quem ela é. Filha de um pai criativo e fora dos padrões, cresceu em um ambiente simples, porém cheio de liberdade. Uma de suas lembranças mais marcantes foi quando pediu uma árvore de Natal tradicional e encontrou, no lugar, uma bananeira decorada no meio da sala. Entre lágrimas e surpresa, aprendeu, desde cedo, que o valor está no significado — não no convencional.

Ao longo de sua jornada no Ganesha, Adriane presenciou inúmeras histórias de transformação. Pessoas que chegaram em dor profunda e, aos poucos, foram se reconstruindo. Ela relembra, emocionada, o caso de uma mulher que chegou com pensamentos suicidas e, através do Reiki, dos florais e da Yoga, reencontrou o equilíbrio — hoje, é médica. Ou ainda o adolescente fechado, que aos poucos recuperou sua autoestima e direção na vida.

Histórias que reforçam aquilo que Adriane sempre acreditou: o verdadeiro processo de cura acontece de dentro para fora.

Sua trajetória é, acima de tudo, um convite. Um convite para confiar, para recomeçar e para se permitir ser guiado por algo maior.

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