Autor de feminicídio pega 18 anos de prisão
O pedreiro Agenor Alacrino da Silva, 57 anos, foi condenado na tarde desta quinta-feira, 13, a 18 anos de prisão. Ele matou, com 15 facadas, a jovem Fabiana Graeff, de 24 anos, em dezembro de 2014, em um ponto de ônibus no São Luiz.
Em seu depoimento, o réu alegou que tinha um caso extraconjugal com a vítima, que constantemente o procurava para pedir dinheiro. Perturbado com a situação, teria bebido conhaque, pinga, cerveja e usado cocaína na noite anterior ao crime. Do feminicídio, ele afirmou não se lembrar de nada, ter tido um “apagão” e ter saído sem rumo, pegando carona.
Na audiência, comandada pelo juiz Hélio Furukawa, as testemunhas e depoentes, entre eles um ex-empregado do reú, uma vizinha, o irmão, o filho e a mulher, não confirmaram que Fabiana tinha um caso com Agenor e afirmaram desconhecer este fato.
O advogado de defesa, Ismair da Silva Sátiro, tentou convencer o júri de que Agenor agiu sob efeitos de bebidas e drogas, que o deixaram alterado e posteriormente sem memória, já que ele não costumava usar tóxicos nem abusar do álcool.
O promotor Luiz Carlos Ormeleze porém defendeu que se o réu tivesse ingerido tudo que afirmou “teria morrido ou desmaiado, e Fabiana ainda estaria aqui”. Ainda leu parte do inquérito, onde a testemunha que viu o crime afirma que ao se aproximar de Agenor que esfaqueava Fabiana, este disse: “fica fora disso”. “Se ele estava tão bêbado assim como Fabiana não conseguiu empurrá-lo e se defender? Como ele conseguiu responder para a testemunha e ainda esfaquear a vítima mais uma vez e depois pegar o carro e fugir?”.
Agenor fugiu logo após o crime e foi encontrado apenas em 2017, no Paraná. Está preso desde então. Leia todo o enredo do crime aqui.
Veja o momento da sentença:
(Texto e vídeo: Rosana Bueno Foto: Daniel Nápoli/Jornal Periscópio)

Foi pouco. Esse canalha merecia ficar preso até apodrecer na cadeia.