Carreta da Saúde estará em Itu de 2 a 6 de março
Itu recebe, de 2 a 6 de março, o projeto “Roda-Hans: Carreta da Saúde – Hanseníase”, iniciativa voltada ao diagnóstico precoce da doença, capacitação de profissionais e atendimento gratuito à população.
A programação começa na segunda-feira (02/03), no auditório da Prefeitura, com treinamento teórico destinado aos profissionais da rede municipal de saúde de Itu e região. A capacitação será conduzida pelo médico dermatologista Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, assessor do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia.
De 3 a 6 de março, a carreta ficará estacionada na entrada do saguão da Prefeitura, com atendimento das 8h às 12h e das 13h às 17h. Serão atendidas pessoas com suspeita de hanseníase, pacientes já diagnosticados e contatos próximos de casos confirmados nos últimos cinco anos.
O atendimento poderá ser agendado previamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quem não conseguir realizar o agendamento poderá procurar diretamente a carreta no período de atendimento, mas estará sujeito à espera devido às consultas previamente marcadas.
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução lenta que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas quando não tratada precocemente. Por isso, o diagnóstico oportuno e a busca ativa de contatos são estratégias fundamentais para interromper a transmissão e reduzir complicações.
O Roda-Hans é uma ação itinerante realizada em parceria entre o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Novartis Brasil. Desde 2009, o programa já realizou mais de 85 mil atendimentos gratuitos em todo o país, contribuindo para o diagnóstico precoce, ampliação do acesso ao tratamento e enfrentamento do estigma relacionado à doença.
Em Itu, a temática da hanseníase carrega também um forte contexto histórico. O Asilo-Colônia de Pirapitingui foi um dos maiores locais de isolamento compulsório de hansenianos no Brasil. Fundado em 1931, o espaço foi criado para segregar pacientes em um período marcado pelo preconceito e pela falta de informação sobre a doença. Ao longo de sua história, chegou a abrigar cerca de 4 mil pessoas. Atualmente, o local acolhe ex-pacientes e familiares, além de ser reconhecido como patrimônio histórico que carrega importantes marcas sociais e físicas desse período.
