CRÍTICAS DE CINEMA: GOYA

Vamos de diretor espanhol cult, Carlos Saura. vamos de arte? O longa Goya, além de narrativa incrível, interpretações fantásticas, fotografia e direção de arte iluminadas, também fala de política. O filme tem 107 minutos de arte em estado puro. A película é uma cinebiografia do renomado pintor espanhol Francisco Goya.

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Curiosidades: O filme foi vencedor do Prêmio Goya — o mais importante do cinema espanhol — em cinco categorias. A direção de fotografia premiada é assinada pelo mestre italiano Vittorio Storaro, conhecido por sua parceria com Bernardo Bertolucci e, mais recentemente, por seus trabalhos com Woody Allen.

O filme conta os últimos anos de vida de Francisco Goya, surdo e doente, vive em exílio voluntário em Bordeaux, ao lado de Leocadia e da filha Rosario, mantendo-se como um liberal crítico do governo de Fernando VII. Enquanto continua a pintar à noite, dores, conversas e a confusão da idade o levam a reviver, em flashbacks, momentos marcantes de sua trajetória — o amor pela Duquesa de Alba, a influência de Velázquez e a afirmação de sua imaginação. Esses devaneios acabam se transformando visualmente em suas próprias pinturas.

A narrativa é linear e acolhedora. O tempo passa de forma tranquila. Nesse período, Napoleão, o Iluminismo francês e a aristocracia espanhola são citados para melhor posicionar o telespectador, além, claro, de dar o tom da arte de Goya. Claramente, as fases do artista são influenciadas não apenas pela sociedade, mas também pelas monarquias.

Durante o filme, é quase impossível não dar pausas para ver as pinturas e ilustrações descritas no longa por meio de encenação teatral, com fotografia e direção de arte absurdas. Até tenho um livreto de exposição da qual tive a oportunidade de participar no MASP, em São Paulo, onde suas ilustrações da Guerra da Independência Espanhola (1808–1814), também conhecida como Guerra Peninsular, travada contra a ocupação napoleônica, evidenciavam o terror da guerra. A fase de retratos pintados eu não tive o privilégio de conhecer.

A riqueza semântica do filme é observada nos motivos que levavam Goya a pintar, como amores, política e os fantasmas de sua rica imaginação. O olhar consegue verificar que as fases do artista têm muito a ver, claro, além da técnica, com um envolvimento muito profundo com a psique, que abrange os retratos aristocráticos, as paixões da juventude, até sua amarga velhice e as deformações físicas presentes nos retratos, ilustrações de guerra e touradas.

Filmão! A película tem nota razoável no IMDb, atingindo 6,6. Boa nota no Rotten Tomatoes, com 72% de aprovação, e 3,3 estrelas na rede social Letterboxd. Você pode assistir a Goya no streaming do MUBI e do Belas Artes à La Carte.

Espero que curtam. Abraços!Dorival Sanches – Blog: https://dorivalcardealblog.wordpress.com/

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