Diesel sobe em Itu e acompanha alta nacional após disparada do petróleo

O preço do diesel também registrou aumento em Itu nas últimas semanas, acompanhando o movimento de alta observado em todo o país.

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Dados da ANP mostram que o diesel comum passou de R$ 6,12 na primeira semana de março para R$ 6,32 no levantamento mais recente. A alta foi de R$ 0,20 por litro, o equivalente a 3,3%.

No caso do diesel S10, o preço subiu de R$ 6,09 para R$ 6,37. O aumento foi de R$ 0,28 por litro, ou 4,6%.

Embora a variação seja menor do que a registrada em outras cidades da região, o movimento indica avanço gradual dos preços no interior paulista.

Preços do diesel em Itu

Tipo de dieselInício de marçoAtualVariação (R$)Variação (%)
Comum6,126,32+0,203,3%
S106,096,37+0,284,6%

Fonte: ANP

Estado e país já registram alta generalizada

Os dados mais recentes da ANP mostram que a alta já atingiu todo o país. No Brasil, o diesel comum chegou a R$ 6,80, enquanto o S10 atingiu R$ 6,89.

No estado de São Paulo, os preços estão praticamente alinhados com a média nacional, com R$ 6,76 para o diesel comum e R$ 6,87 para o S10.

Os valores registrados em Itu ainda estão abaixo dessas médias, indicando que há espaço para novos reajustes nas próximas semanas.

Preços médios – Brasil e São Paulo

LocalDiesel comumDiesel S10
Brasil6,806,89
São Paulo6,766,87

Fonte: ANP (pesquisa mais recente)

Governo zerou impostos para conter alta

Diante da disparada dos preços, o governo federal anunciou no dia 12 de março a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.

A medida tinha como objetivo reduzir o impacto ao consumidor e conter o avanço dos preços, com estimativa de queda de cerca de R$ 0,64 por litro.

Apesar disso, o efeito foi limitado diante da pressão internacional sobre o petróleo.

Petrobras anunciou aumento logo em seguida

No dia seguinte, 13 de março, a Petrobras anunciou reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras.

O aumento foi de R$ 0,38 por litro, refletindo a alta do petróleo no mercado internacional e a defasagem dos preços internos.

Mesmo com o corte de impostos, o reajuste contribuiu para manter a trajetória de alta nas bombas.

Governadores resistem a reduzir ICMS

Outro ponto de pressão envolve o ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis.

Governadores de diversos estados indicaram que não pretendem reduzir o tributo neste momento, alegando impacto nas contas públicas.

A resistência limita o efeito das medidas federais e mantém a carga tributária elevada sobre o diesel.

O governo federal também avançou em uma nova frente para tentar conter a alta do diesel. O Ministério da Fazenda propôs aos estados zerar o ICMS sobre a importação do combustível, com compensação parcial das perdas de arrecadação. A estimativa é de um custo de cerca de R$ 3 bilhões, com divisão entre União e estados.

A medida teria caráter temporário, com validade até o fim de maio, e foco em facilitar a entrada de diesel importado no país. Segundo a equipe econômica, a iniciativa busca reduzir barreiras, garantir o abastecimento e aliviar a pressão sobre os preços, especialmente diante da alta internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar da proposta, há resistência por parte dos estados. Secretários de Fazenda avaliam que a redução do ICMS pode gerar perda de arrecadação sem garantir queda efetiva no preço ao consumidor, já que parte do impacto costuma ser absorvida pela cadeia de distribuição e revenda.

Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo

A escalada recente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro, elevou o risco global sobre o fornecimento de petróleo.

Ataques a instalações estratégicas e a possibilidade de interrupções no transporte de petróleo no Oriente Médio provocaram forte reação do mercado.

Antes do conflito, o barril do petróleo tipo Brent era negociado na faixa de US$ 70. Com a escalada, os preços dispararam e chegaram a ultrapassar US$ 110 em poucos dias.

Atualmente, o barril permanece em torno de US$ 100, ainda em patamar elevado.

Preço do barril de petróleo

PeríodoPreço (US$)
Antes do conflito70
Após início dos ataques80 a 90
Pico da crise110 a 120
Cotação atual100

Fonte: mercado internacional (cotações mais recentes)

Alta internacional segue pressionando combustíveis

Mesmo com medidas internas, o avanço do petróleo no mercado internacional continua sendo o principal fator de pressão sobre o diesel.

A tendência é de manutenção da volatilidade nos próximos dias, com impacto direto nos preços ao consumidor.

Governadores resistem a reduzir ICMS

Outro ponto de pressão envolve o ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis.

Governadores de diversos estados indicaram que não pretendem reduzir o tributo neste momento, alegando impacto nas contas públicas.

A resistência limita o efeito das medidas federais e mantém a carga tributária elevada sobre o diesel.

O governo federal também avançou em uma nova frente para tentar conter a alta do diesel. O Ministério da Fazenda propôs aos estados zerar o ICMS sobre a importação do combustível, com compensação parcial das perdas de arrecadação. A estimativa é de um custo de cerca de R$ 3 bilhões, com divisão entre União e estados.

A medida teria caráter temporário, com validade até o fim de maio, e foco em facilitar a entrada de diesel importado no país. Segundo a equipe econômica, a iniciativa busca reduzir barreiras, garantir o abastecimento e aliviar a pressão sobre os preços, especialmente diante da alta internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Apesar da proposta, há resistência por parte dos estados. Secretários de Fazenda avaliam que a redução do ICMS pode gerar perda de arrecadação sem garantir queda efetiva no preço ao consumidor, já que parte do impacto costuma ser absorvida pela cadeia de distribuição e revenda.

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