Em corrida eleitoral, pré-candidatos apostam em apoio de bolsonaristas
No começo do ano, alguns especialistas discutiam o quanto a influência presidencial iria ser fundamental nas eleições municipais do país. Quem apostasse na cloroquina não iria cair na cilada da “rachadinha”?
Uma pesquisa publicada recentemente pelo Datafolha não deixa dúvidas: a popularidade de Bolsonaro vai muito bem: 37% acham o governo ótimo e bom.
O pré-candidato a deixar mais explícito esse apoio é o Capitão Dias (PDC). Ele tem um vice que corrobora essa ideologia de forma categórica: Marcelo Bolsonaro diz que o sobrenome não é à toa: é primo de Jair.

Outro a ser simpático ao presidente é o pré-candidato Renato Koga (PRTB). O médico cardiologista tentará ocupar a cadeira mais prestigiada do terceiro andar do Paço Municipal. Seu vice ainda não foi definido.

O ex-vereador Reginaldo Carlota também sempre deixou claro sua admiração pelo presidente, com direito a foto e vídeo estilo “fã e celebridade” . Ele se declara pré-candidato pelo PTB.

O pré-candidato Matheus Costa (Avante), ainda sem vice estabelecido, também apoia o presidente, e poderá com isso angariar simpatia dos bolsonaristas. Ele teria, inclusive, o apoio do PSL local, ex-partido do presidente do qual Bolsonaro talvez volte a se filiar.

Rita Passos não colocou ainda a bandeira bolsonarista na aba de sua pré-candidatura, poderá fazer a qualquer momento: foi secretária nacional de Inclusão Social e Produtiva Urbana da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania. Chegou a trazer a Ministra Damares para uma palestra em Itu. O seu vice, por enquanto, seria Neto Belucci.

Uma postura mais crítica ou neutra ao chefe do Executivo Federal é levantada por três pré-candidatos: o atual mandatário do Executivo Municipal, Guilherme Gazzola (PL);

o professor Cidoman Rafael (PSOL);

E Ocimar Scoppel. Este último não levanta bandeira a favor ou contra o presidente.

Outro candidato à prefeito é o Professor Anderson, do PT. O seu vice é Erasmo Souza. Também é oposição ao presidente.

O quanto a onda bolsonarista, que como comprova o Datafolha, ainda é alta, irá influenciar as eleições locais? A pouco menos de três meses das eleições, quem apostou desde o início em levantar esta bandeira ideológica, parece ter acertado. Mas na hora “h” do voto, isso realmente irá ser determinante?
Outros pré-candidatos citados em uma reportagem pelo Jornal de Itu em fevereiro desistiram do intento: João Pestana e Lolé.
(Se a cidade tiver mais algum pré-candidato que não citamos, entre em contato para incluirmos nesta reportagem.)
(Rosana Bueno/Jornal de Itu Fotos: Reprodução Internet/ Agência Brasil)

De 1.992 à 2.018, ano de sua eleição à Presidente, Bolsonaro têm criticado programas sociais e tratado com descaso a dor de muitos que sofreram durante a “Ditadura” e se colocou à favor da “Tortura”. O Presidente incitou o “Fechamento do Congresso”. E criticou ferozmente partidos de “Oposição”. Bolsonaro tem palavras duras sobre “Segurança Pública”. Diz ser defensor da “Religião”, mas suas palavras e atitudes não condizem com os textos bíblicos. O Sr. Presidente critica, sem medir as palavras, as “Mulheres”, os “Gays”, portadores de “Aids”, os “Indígenas”, os “Negros”, as “Políticas Afirmativas”, os “Imigrantes”, os “Direitos Humanos” e o “Auxílio Moradia”. Infelizmente, muitos estão “aceitando” suas atitudes, apenas para eleger-se. A derrota ou não, na eleição 2020 poderá definir o caráter de muitos. Bolsonaro mudou o discurso para eleger-se, mas continua o mesmo, e isso pode ser comprovado por suas palavras e atitudes. Basta acompanhar os jornais, qualquer um poderá ver que Bolsonaro é um lobo em pele de ovelha.