Justiça concede liberdade provisória para moça que levou filho morto para hospital de Campinas

A Justiça concedeu liberdade provisória para a moça de 31 anos, de Itu, que levou até um hospital de Campinas um bebê recém-nascido morto dentro de uma mala.

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Na decisão, o juiz Hélio Villaça Furukawa, da 2ª Vara Criminal e do Júri de Itu, afirmou que, “embora se trate de um delito extremamente grave e que causou grande comoção, é necessária maior apuração para que se conclua exatamente o que ocorreu”.

A moça deve comparecer no Fórum a cada dois meses, manter endereço atualizado e não se ausentar da cidade por mais de dez dias sem autorização.

Psicose Puerperal

O caso aconteceu na terça-feira da semana passada, quando ela procurou o atendimento médico  no Hospital São Luiz. Lá, disse que seu filho nasceu com vida e morreu em seguida, e que havia escondido a gravidez de seus pais  por medo de represálias, pois o pai do bebê, seu namorado,  já tem três filhos.

 No dia seguintes, ao ter alta, ela já foi para a Cadeia Pública Feminina de Paulínia. O caso é investigado como aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento e ocultação de cadáver.

O advogado da psicóloga, Ralph Tórtima Filho, diz que sua cliente agiu ‘sob provável psicose puerperal’. Segundo ele, a gravidez foi desejada e teve acompanhamento médico.

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