Leitora reclama de falta de medicamento de alto custo

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A funcionária pública Andréia Freire acompanha de perto as polêmicas envolvendo a hidroxicloroquina, que no meio desta pandemia de Covid-19 se tornou um medicamento polêmico por ser defendido pelo presidente Jair Bolsonaro como tratamento contra o coronavírus, enquanto alguns especialistas alertam para os efeitos colaterais.

Para ela, o remédio foi indicado para tratar uma artrite reumatoide, que lhe dá muitas dores. Na esperança de ter uma melhor qualidade de vida, ela prontamente iniciou o tratamento.

Em julho, comprou por R$ 225. Em agosto, ao tentar comprar novamente, o medicamento já estava R$ 759. “Pelo alto custo, fiz requerimento para receber pelo Estado. Recebi por três meses, no final de outubro já começou a faltar. Desde então, não chegou mais. A Secretaria Municipal de Saúde se limita a dizer que aguarda o Estado enviar e não tem previsão”, explica Andreia. “O remédio só faz efeito depois de três semanas, e eu me senti muito bem ao tomar, agora já estou me sentindo pior”, diz.

A Secretaria de Estado afirmou ao Jornal de Itu que, no caso deste tratamento, o remédio é conseguido diretamente pelo Sistema Medex, do Governo Federal, sendo responsabilidade então do Ministério da Saúde. “O Estado distribui se for para tratamento de Covid-19, e aqui no nosso sistema não consta que haja falta em Itu”, explica a assessoria.

O Ministério da Saúde informou que a responsabilidade é do Estado. “O Ministério da Saúde esclarece que o medicamento é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos adquiridos de forma centralizada pela Pasta são distribuídos aos almoxarifados das Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal que ficam responsáveis pela programação, armazenamento, distribuição e dispensação aos usuários do SUS. O medicamento é ofertado no SUS para atendimento ao Programa Nacional de Controle da Malária e para o tratamento da artrite reumatoide.   Para os esquemas de tratamentos recomendados para a malária, a responsabilidade pela aquisição desse medicamento é do Ministério da Saúde. Já para o tratamento medicamentoso da artrite reumatoide, o SUS oferta na primeira etapa de tratamento os medicamentos: metotrexato, leflunomida, sulfassalazina, cloroquina e hidroxicloroquina. Sendo que os dois primeiros são adquiridos de forma centralizada pela pasta e os demais (sulfassalazina, cloroquina e hidroxicloroquina) são adquiridos pelos estados.”

Entramos em contato novamente com o Estado, que retornou com a seguinte nota:

A Secretaria de Estado da Saúde informa que o medicamento cloroquina/hidroxicloroquina é adquirido pelo Ministério da Saúde, responsável pelo planejamento, compra e distribuição aos Estados, que apenas redistribui para os municípios, à medida que os lotes chegam a SP.A pasta esclarece que a paciente Andreia Viana Freire faz uso de medicamento hidroxicloroquina para o tratamento de seu caso e fez retirada no dia de ontem (09) de quantitativo para continuidade da assistência, na Farmácia de Medicamentos Especializados de abrangência de Sorocaba.
Em SP, os gestores de saúde do Estado e municípios deliberaram pela não recomendação do uso da cloroquina/hidroxicloroquina em casos leves e moderados de COVID-19 devido à insuficiência de evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos nos tratamentos da doença.
A cloroquina/hidroxicloroquina é utilizada para o tratamento de doenças como artrite reumatoide, lúpus, artrite idiopática juvenil, dermatomiosite, polimiosite e malária, conforme prevê o protocolo do SUS.A grade de distribuição aos serviços de saúde localizados em SP é feita conforme a necessidade. 

Os dados podem ser consultados em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/cidadao/homepage-new/outros-destaques/covid-19/relatorio_de_movimentacao_do_medicamento_cloroquina_recebido_do_ministerio_da_saude_13_08_20.pdf

Andreia disse que não retirou o medicamento e a orientação da Prefeitura é que ela retorne apenas no dia 17.

(Foto: Agência Brasil)

One thought on “Leitora reclama de falta de medicamento de alto custo

  • É o velho jogo do empurra-empurra e ninguém resolve o problema.
    Enquanto isso, muitas pessoas, como eu, têm seus tratamentos interrompidos e tem que começar do zero novamente!
    Quem sente as dores dessa interrupção no tratamento somos nós, que precisamos do medicamento.

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