Março alerta para doenças que impactam a saúde feminina, como câncer de colo do útero e endometriose
Especialista do Hospital Municipal de Itu (HMI) orienta sobre prevenção, diagnóstico precoce e sinais de alerta para essas condições
Cerca de 7 milhões de mulheres no Brasil convivem com endometriose, enquanto o país deve registrar mais de 19 mil novos casos de câncer de colo do útero por ano, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). As duas condições estão no centro das campanhas Março Amarelo e Março Lilás, que, no mês da mulher, chamam a atenção para a importância do cuidado com a saúde feminina e do acompanhamento regular.
O câncer de colo do útero está entre os tipos de câncer que mais afetam mulheres no país e é causado principalmente pela infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). A doença costuma ter evolução lenta, o que permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um tumor invasivo.
Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados cerca de 19.310 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028, sendo aproximadamente 2.750 no estado de São Paulo. Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero geralmente não apresenta sintomas, o que torna o rastreamento periódico fundamental para a detecção precoce.

O diretor técnico do Hospital Municipal de Itu (HMI), Dr. Fabio Bailone, destaca que a prevenção envolve diferentes estratégias e o acesso aos serviços de saúde.
“O câncer de colo do útero é um dos tipos de câncer que podem ser prevenidos. A vacinação contra o HPV e a realização periódica de exames preventivos são fundamentais para identificar alterações precocemente e ampliar as chances de tratamento”, afirma.
O especialista ressalta que muitas mulheres acabam adiando as consultas, especialmente quando não apresentam sintomas aparentes.
“Muitas pacientes só procuram atendimento quando já estão com algum desconforto. O ideal é manter o acompanhamento regular, porque isso contribui para a identificação precoce de diferentes condições de saúde”, acrescenta.

Como parte das ações de conscientização do Março Lilás, o Hospital Municipal de Itu também promoveu, no dia 17 de março, uma palestra voltada a pacientes e colaboradores sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, abordando a importância da vacinação contra o HPV e da realização periódica de exames.
Endometriose
Outra condição que também ganha destaque neste período é a endometriose, doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero e pode atingir órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga.
A doença pode provocar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar, impactando a qualidade de vida de milhões de mulheres no país. Dados recentes também indicam aumento na procura por atendimento relacionado à condição. Entre 2022 e 2024, os atendimentos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à endometriose cresceram 76,2%, totalizando 145.744 registros em 2024.
Segundo o Dr. Fabio Bailone, um dos desafios relacionados à endometriose é o reconhecimento dos sintomas e o encaminhamento adequado para avaliação.
“Sinais como dores intensas e recorrentes não devem ser ignorados. Procurar atendimento médico é essencial para investigação e definição do melhor acompanhamento”, orienta.
O diretor técnico destaca ainda que o acompanhamento regular é importante para avaliar a saúde de forma integral. “Consultas periódicas e exames de rotina ajudam a monitorar a saúde e permitem que qualquer alteração seja investigada com mais rapidez”, conclui.
Sobre o Grupo Chavantes
A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia mais de 30 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
