Moradores de Itu reclamam de situação precária em estradas rurais
Moradores de regiões rurais de Itu relatam dificuldades constantes devido às más condições das estradas de terra que dão acesso a loteamentos e residências. Segundo os moradores, a situação compromete o deslocamento diário e coloca em risco a segurança da população.
Na Estrada do Varejão, a moradora Rute Feitosa afirma que o problema é antigo e se agrava durante o período de chuvas, que tem sido volumosas nos últimos dias.
“Precisamos da ajuda da imprensa. Sempre enfrentamos sérias dificuldades devido às péssimas condições das estradas. Atualmente não existe sequer uma saída em condições seguras de uso. Isso compromete trabalhadores, estudantes, idosos e até veículos de emergência.”
De acordo com os relatos, em dias de chuva alguns trechos ficam praticamente intransitáveis, isolando famílias. Mesmo em períodos secos, buracos, erosões e a falta de manutenção tornam o trajeto perigoso e demorado.
Os moradores destacam que pagam IPTU como área urbana, mas não recebem infraestrutura equivalente.
“Pagamos IPTU como na cidade e não temos sequer uma estrada adequada para entrar e sair. Quando o trator vem, depois de muita insistência, em um ou dois dias o problema volta.”
Situação semelhante é relatada por Cláudia Liveraro, moradora do bairro Beira Rio, na região da Rodovia Castelo Branco, km 63.
“A estrada está ficando intransitável. Já fizemos apelos nas redes sociais, marcando o prefeito, mas até agora nada. Alegam que está chovendo e não conseguem fazer nada, mas a nossa indignação é porque não fizeram a manutenção antes da chuva.”
Moradora há 26 anos na região, Cláudia afirma que o problema se repete a cada período chuvoso.
“Dizem que não fazem asfalto porque não pagamos IPTU, porém há várias empresas instaladas aqui. Teriam como fazer esse asfalto, só não fazem porque não querem.”
Os moradores pedem providências urgentes por parte das autoridades municipais, destacando que o direito básico de acesso e mobilidade está comprometido. A principal preocupação é a dificuldade de circulação de ambulâncias, transporte escolar e trabalhadores que dependem das vias diariamente.
A comunidade aguarda posicionamento oficial do poder público sobre as medidas que serão adotadas.
Resposta
Segundo a Prefeitura, “a Semsur vem atuando nas estradas rurais com quatro motoniveladoras, três retroescavadeiras e quatro caminhões, material para preenchimento de solo fornecido pelas cerâmicas e uma equipe comprometida, que vem executando os serviços de manutenção e limpeza, mesmo debaixo de chuva.
No entanto, as condições climáticas causam lentidão nos trabalhos e, em alguns casos, danificam os serviços que acabaram de ser feitos, devido as características típicas de vias não pavimentadas.
Para a normalização da situação descrita pelos reclamantes, é necessária a estabilização do tempo seco.”
Sobre o transporte público, a Prefeitura diz que atua junto da empresa de transporte público e condutores das vans para dar toda a assistência possível, buscando amenizar as intercorrências no uso das vicinais.
