Os jovens contam como vivenciam a quarentena

Há alguns meses, quem imaginaria que em 2020 não poderíamos nos abraçar, beijar e até mesmo nos reunir? Provavelmente, ninguém.

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O distanciamento social é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde para o combate ao Covid-19, mas como será que os jovens estão encarando tudo isso?

Fomos ouvi-los e saber se eles estão em casa, se já saíram alguma vez e como é para aqueles que respeitam a quarentena, ficar sem beijar, sem ir para festas, baladas e churrascos.

Para a estudante de jornalismo Camila Martins, que está respeitando rigorosamente a quarentena, o isolamento é extremamente necessário. Ela namora há três anos e costumava vê-lo quase todos os dias, mas desde que o isolamento começou, eles não se viram nenhuma vez. Apesar da saudade, eles preferem não correr o risco. “É bem triste, a saudade aperta e não sabemos quando vai voltar e como vamos voltar dessa situação”.

Camila é contra a abertura dos comércios não essenciais. Apesar de saber que é um risco para a economia, ela acredita que vidas sejam mais importantes. “É triste ver que o governo está dando mais importância à economia do que vidas. Podemos recuperar a economia por mais que seja demorado, já as vidas perdidas não voltam.”


O estudante Diego Almeida pensa diferente e não vê tanto problema na abertura dos comércios não essenciais. “Todo mundo se protegendo não vejo problema, afinal, esses comércios precisam manter a renda também.” Está bem difícil ficar em casa para o Diego. Mas ele não fica tão triste de não ir a festas, pois sabe que está pensando e ajudando o próximo. 

André Victor, estudante de jornalismo assim como Camila, está respeitando parcialmente a quarentena. Segundo ele, no começo estava ficando somente em casa, mas ultimamente ele anda saindo com alguns amigos tomando os cuidados básicos para diminuir o risco da contaminação. O isolamento para ele é entediante não somente por não poder ir a festas e baladas, mas também porque isso o limita de fazer atividades físicas. “A pandemia te deixa limitadíssimo no alcance das atividades que podem ser realizadas, o que não me agrada nada”.

A paquera para muitos não é algo tão fácil, mas será que durante a quarentena ficou mais simples de flertar? Para o estudante Gabriel Sponton paquerar nunca foi algo difícil, nem mesmo durante o isolamento. Segundo ele, o maior problema é a perca de interesse por saber que não vai ver a pessoa tão cedo. “Eu me canso de flertar com ela e vou pra uma próxima, apenas deixando ajeitado para quando a situação do país se normalizar”

Fotos: Arquivo Pessoal

Texto: João Vitor Galvão (nosso jovem e promissor repórter)

Edição: Rosana Bueno (não tão jovem quanto gostaria 😜)

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