Preço do diesel sobe em Itu e chega a R$ 7,59 em postos
Levantamento realizado pela reportagem do Jornal de Itu nesta sexta-feira (20) aponta que o diesel comum (S500) varia entre R$ 6,69 e R$ 7,49. Já o diesel S10 é encontrado entre R$ 7,09 e R$ 7,59.
Os valores são superiores aos registrados no início de março, quando o diesel comum estava em R$ 6,12 e o S10 em R$ 6,09, segundo a ANP.
A alta representa aumento de até R$ 1,37 por litro no diesel comum e R$ 1,50 no S10, com variações que chegam a cerca de 22% e 24%, respectivamente.
Preços do diesel em Itu
| Tipo de diesel | Início de março | Atual (mín) | Atual (máx) | Variação (R$) | Variação (%) |
|---|---|---|---|---|---|
| Comum | 6,12 | 6,69 | 7,49 | +0,57 a +1,37 | 9% a 22% |
| S10 | 6,09 | 7,09 | 7,59 | +1,00 a +1,50 | 16% a 24% |
Fonte: ANP e levantamento da reportagem
Governo cria referência de preço e condiciona subsídios
O governo federal anunciou uma nova medida que aumenta a intervenção no mercado de diesel, ao criar um preço de referência para o combustível.
Na prática, não se trata de um tabelamento obrigatório. No entanto, empresas que não seguirem esse valor deixam de ter acesso a benefícios, como subsídios e incentivos fiscais.
Isso significa que, mesmo sem impor um preço fixo, o governo passa a influenciar diretamente o mercado.
Com o diesel sendo negociado hoje na faixa de até R$ 7,59 em Itu e média nacional já acima de R$ 7,20, a tendência é que esse valor de referência funcione como um limite para conter novas altas.
Proposta sobre ICMS enfrenta resistência dos estados
Outra medida em discussão envolve o ICMS, principal imposto estadual sobre combustíveis.
O governo federal propôs que os estados zerem o ICMS sobre a importação de diesel, com compensação parcial das perdas. A estimativa é de um custo de cerca de R$ 3 bilhões por mês, dividido entre União e estados.
A proposta busca reduzir o custo do combustível importado, já que o Brasil depende de cerca de 25% do diesel vindo do exterior.
Apesar da iniciativa, a adesão dos estados ainda é incerta. A maioria dos governos estaduais firmou acordo para monitorar preços e discutir medidas, mas não há consenso sobre a redução do imposto.
Alguns estados já indicaram disposição para negociar a proposta dentro desse acordo nacional, enquanto outros demonstram resistência, principalmente por causa do impacto na arrecadação.
Entre os estados que ainda não aderiram às medidas discutidas estão Amazonas, Mato Grosso, Alagoas, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
No caso de São Paulo, a ausência de posicionamento é considerada relevante, já que o estado tem grande peso no mercado de combustíveis e impacto direto sobre cidades como Itu.
A definição dos estados nas próximas semanas deve ser decisiva para o comportamento dos preços do diesel no país.
Corre corre aos postos
O receio de uma possível falta de combustíveis levou moradores de Itu a formarem longas filas em postos na noite desta quarta-feira (18). Em diferentes pontos da cidade, motoristas buscaram abastecer seus veículos diante de rumores sobre desabastecimento.
Apesar da movimentação intensa em Itu, o cenário não se repete em municípios vizinhos. Em Indaiatuba e Sorocaba, moradores relataram ao Jornal de Itu que não há registro de filas ou aumento atípico na procura por combustíveis. Nesta última cidade, às 20h desta quarta, apenas um posto apresentava um movimento acima do normal.
