Seis meses após anúncio de compra de aparelhos, escolas continuam sem ar-condicionado
No final de março deste ano, a Prefeitura anunciou que havia comprado 400 aparelhos de ar-condicionado para as escolas municipais.
Seis meses depois, a maioria dos prédios ainda está sem o equipamento. Professores e alunos enfrentam as altas temperaturas das salas de aula sem saberem quando elas serão climatizadas.
Os aparelhos foram depositados em algumas escolas, e depois retirados, sem que funcionários fossem informados para onde foram levados. “Eles sumiram”, afirmou uma fonte ao Jornal de Itu.
A onda de calor que atinge todo o país aumenta também a busca por resposta da municipalidade.
Na época da divulgação da compra dos equipamentos, a Prefeitura disse que parte da verba havia sido enviada pela deputada estadual Mônica Seixas.
O Jornal de Itu questionou a assessoria da parlamentar, que respondeu que enviou a verba, na verdade, para compra de computadores.
“Entre 2019 e 2020 mandamos emenda destinada à compra de computadores. Mas, quem decide como aplicar o recurso é a Secretaria de Educação. Não é tão incomum um deputado mandar recursos com um combinado e a verba ser utilizada para outro fim”, disse.
“Fui pega de surpresa com as notícias de que as escolas receberam ar-condicionado com a minha ajuda, até porque não é uma prática do nosso mandato fazer publicidade de emendas. Acho errado fazer publicidade de dinheiro público. Não reclamei, pois entendo que com a forte alteração climática poderia ser uma boa garantir a climatização das salas”, explica a deputada. “Mas agora me surpreende de novo que as escolas não tenham condições materiais de receber o material comprado pela Secretaria Municipal de Educação com recurso do Governo Estadual enviado pelo nosso mandato. Parece-me má gestão de recursos públicos e por isso estou pedindo uma reunião com a prefeitura para prestação de contas”, finaliza.
Segundo informações recebidas pelo Jornal de Itu, após comprar os aparelhos, a Prefeitura constatou que a maioria das escolas não tinha capacidade elétrica para a instalação dos aparelhos apenas depois da compra dos mesmos e até agora a questão não foi resolvida.
Depois do texto original desta matéria ter sido publicado, uma fonte ainda informou que os aparelhos foram comprados, na verdade, em agosto de 2022, e que pela demora na instalação, teriam perdido a garantia e também o direito à instalação grátis oferecida pelo fabricante.
Para os leitores do Jornal de Itu, a secretária municipal de Comunicação Flávia Frossard não respondeu perguntas e se negou a prestar esclarecimentos.
(Foto: Prefeitura de Itu)

Bom dia .isso tem que ser investigado.temos que saber que fim tomou esses aparelhos ,professores e alunos estão sofrendo com essa onda de calor nem ventiladores tem em sala de aula.