Sexualidade na Terceira Idade: um tabu que precisa ser quebrado!

Por mais que os tempos modernos tenham melhorado o estigma com que a sociedade vê e aborda temas relacionados a sexualidade, esse tabu ainda existe e se torna mais forte quando o foco é direcionado a população idosa.

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Um tema que deveria ser tratado com naturalidade, passa a ser abordado de maneira depreciativa, as vezes até toma um rumo cômico e não deveria ser assim, idosos praticam relações sexuais e os que não praticam, deveriam praticar, isso quem diz é a ciência.

Uma ideia preconceituosa sobre o envelhecimento introjeta na sociedade o conceito de que os mais velhos não precisam viver, que devem ficar sentadinhos numa cadeira de balanço “esperando a morte chegar” como diria Raul Seixas em uma de suas canções mais famosas.

Não mesmo! Isso não pode acontecer, enquanto houver vida, ela deve ser vivida em sua plenitude, então ver uma prática tão benéfica e carregada de amor como algo feio, estranho ou engraçado é um baita preconceito!

Independente da idade, a sexualidade faz parte da nossa existência e não desaparece no minuto em que completamos 60 anos, ela pode até mudar a forma de manifestar-se, mas continua sendo uma prática comum e essencial para a manutenção da saúde física e emocional do ser humano e em todas as fases de sua vida, como constata a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Se nos aprofundarmos no tema, não faltarão evidências científicas comprovando que  precisamos investir em nossa saúde sexual para garantir um envelhecimento saudável, como revela o estudo de um neurocientista da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos que apontou que a prática de relações sexuais na terceira idade pode ajudar na memória, auxiliando portanto na prevenção de demências e  várias doenças, como reforça um outro estudo da Konkuk University, na Coréia do Sul.

E o sexo na terceira idade não está ligado somente a melhora de doenças neurológicas, um estudo da Universidade de Münster, na Alemanha relacionou a melhora de dores crônicas como cefaléia e dores musculares à liberação de hormônios de relaxamento durante as relações sexuais.

Porém, alguns cuidados e alguns temas devem ser observados.

Que tal se fizermos algumas reflexões sobre isso?

* Jovens: Aquele famoso bordão contemporâneo de “aceita que dói menos” cabe muito bem nessa reflexão, a sexualidade dos mais velhos, sejam eles nossos pais ou avós deve ser vista com naturalidade, não tem nada de engraçado nisso.

* Medicações Estimulantes: Essa vai para o “Clube do Bolinha” – Homens com mais de 60 anos precisam entender que fisiologicamente não terão a mesma performance dos tempos de 15, 20 anos e não há problema nenhum nisso, respeite seu corpo e seu novo ritmo. Se houver necessidade do uso de alguma medicação auxiliar, nada de iniciar uma busca desenfreada pelo famoso “azulzinho”, procure ajuda da maneira correta, consulte um médico e se houver a necessidade de medicamento, ele te recomendará o uso com segurança e acompanhamento. O mal uso desse tipo de fármaco pode te levar a morte.

* Proteção: A incidência de AIDS na população acima de 60 anos dobrou nas últimas décadas, previna-se para evitar não só a AIDS, como também outras tantas doenças sexualmente transmissíveis.

* Menopausa: Durante esse período ocorre a diminuição dos hormônios sexuais da mulher, o que favorece a secura e diminuição da elasticidade da região íntima, causando dores durante a relação sexual e consequentemente desinteresse pela prática, deixe a timidez de lado, converse sobre isso com o seu ginecologista e busque um fisioterapeuta especialista na área.

* Adaptação: Como diria Lulu Santos “Nada do que foi será de novo, do jeito que já foi um dia” ou seja, tudo muda, fases novas chegam. Com a chegada da idade a sexualidade muda, adapte-se a sua nova forma de amar. Não se frustre!

* Seja feliz: A chegada da terceira idade precisa ser vista como uma fase natural da vida, celebre-a e não se importe com o que os outros vão dizer! O importante é você estar feliz e saudável!

Desejo-lhes muita saúde e amor em toda e qualquer idade sempre!

*Dra. Mariana Sabiá, Fisioterapeuta e Acupunturista

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