Solenidade marca entrega de restauro do Cruzeiro Franciscano

Na manhã desta terça-feira (24/06) ocorreu a entrega do restauro do Cruzeiro Franciscano, localizado na Praça Dom Pedro I, no Centro Histórico de Itu.

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 A solenidade foi promovida pela Prefeitura de Itu e pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania e da Coordenadoria da Secretaria Executiva do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

O restauro do Cruzeiro Franciscano foi realizado com verba do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID) e teve investimento de mais de R$ 674 mil – sendo R$ 634 mil do FID e R$ 40 mil de contrapartida da Prefeitura, e começou em janeiro de 2021.  

Autoridades

Prestigiaram a solenidade o prefeito Herculano, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade (Funssol), Rita Passos, o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Doutor Fábio Prieto de Souza, o secretário executivo de Justiça e Cidadania, Doutor Raul Christiano Sanchez e o deputado federal Jonas Donizette.

Também presentes o presidente do Legislativo ituano, Neto Beluci, o secretário municipal de Cultura e do Patrimônio Histórico, Marcello Airoldi, os vereadores Ana D´Elboux, Donizetti André, Eduardo Alves, José Galvão, Luisinho Silveira, Patrícia da Aspa e Thiago Gonçales, entre outras autoridades. O padre Francisco Rossi, pároco de Nossa Senhora da Candelária, também se fez presente, abençoando o monumento.

Cruzeiro

 O monumento é o único elemento que restou do conjunto arquitetônico franciscano do final do século XVIII e foi construído por Joaquim Pinto de Oliveira, o Mestre Tebas, autor também de diversas obras relevantes da capital paulista como os ornamentos de pedra da fachada das principais igrejas paulistanas da época, como a Ordem Terceira do Carmo (1775-1776), a do Mosteiro de São Bento (1766 e 1798), a da velha Catedral da Sé (1778), a da Ordem Terceira do Seráfico São Francisco (1783).

Todo o processo de restauro foi realizado por equipes especializadas nas diversas fases de recuperação e pautado por análise detalhada de materiais visando a escolha do mais adequado para que não causasse prejuízo para a aparência ou estrutura do centenário Cruzeiro, exemplar único do sistema construtivo na técnica cantaria.

Mestre Tebas

De talento ímpar Tebas era escravo e conquistou sua alforria por volta de 1775, desde então teve em mãos a decisão de quais trabalhos queria executar e mostrar todo seu talento e, o mais importante, sendo remunerado como Oficial de Cantaria de Pedra e Pedreira. Por muito tempo havia registro da passagem de Tebas apenas pela capital paulista, mas estudiosos acreditavam que, devido ao seu talento e magnitude de suas obras, Tebas teria estado em outras localidades.

Foi então que, o historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Carlos Gutierrez Cerqueira, durante estudo dos Livros de Receita e Despesa do Convento Franciscano de São Luiz, da Vila de Nossa Senhora da Candelária de Itu, encontrou o registro da contratação de Tebas para a construção do Cruzeiro, comprovando sua passagem pela cidade.

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