“Tinha medo de colocarem a culpa em mim”, diz jovem que sofreu assédio em ônibus

Uma jovem de 25 anos, moradora da região do Pirapitingui, sofreu assédio na noite desta segunda-feira, 5, ao voltar do trabalho para casa, dentro do ônibus. Ao Jornal de Itu, na manhã de hoje, ela contou momentos de pânico que passou.

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“Eu estava voltando pra casa, com o fone de ouvido, quase dormindo. Um homem mudou duas vezes de banco até que sentou do meu lado. Quando eu percebi, ele estava com a mão na minha coxa, encostando na minha virilha”, lembra. “Eu coloquei a mão encima da dele mas não consegui gritar, falar nada. Fiquei em pânico, paralisada, comecei a chorar e olhar para outras pessoas que estavam no ônibus. Elas perceberam, e vieram me socorrer. O motorista do ônibus disse que não era a primeira vez que isso acontecia”, recorda.

Ela faz um desabafo: “Já tinha sofrido assédio, e fiquei com medo de me julgarem pois meu uniforme é um vestido; receio de falarem que a culpa era minha, de ninguém ficar do meu lado. Graças a Deus as coisas mudaram e eu fui vista com respeito. E o meu alerta é que nunca se calem, gritem! Deem sinal pra alguém mas nunca aguentem um abuso! Ele não tocou só nas minhas partes íntimas! Ele entrou no meu psicológico e hoje acordei em pânico de pegar o ônibus para ir trabalhar, mas a gente tem que ter voz!”

Ela conta que o rapaz apanhou dentro do ônibus e foi levado em seguida para a delegacia. “Ele falava que não tinha feito nada. Depois pedia por favor para não baterem nele, que tinha problemas mentais é que nunca mais ia fazer isso”.

“Precisamos deixar claro que assédio sexual é crime. Ao ser abordada, ela deve tocar a campainha várias vezes e falar com o motorista, que irá orientar a vítima até uma delegacia para formalizar esta denúncia”, destaca Paulo Barddal, assessor da Viação Itu e Avante.

Texto: Rosana Bueno Foto: Foto Cesar Ogata/SECOM

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