Uma eterna tatuagem…

Uma vida de arrependimentos, o mundo parecia uma simbiose mal feita. Uma contração entre intenções e escolhas. Se lembrou dele e percebeu que o término foi igual ao começo, uma bagunça só.
Descobriu uma verdade, o término é sempre um espelho de relacionamento. Relacionamentos danificados terminam bagunçados, relacionamentos bem construídos terminam assim como começaram.
Mas dava uma saudade do passado, dos carinhos, abraços…
Do casamento da Claudinha. Ele todo na “beca”. Engravatado e os “caralho”. O tempo passou, a rotinha deu espaço pro descaso. Ele largado no sofá, a camisa do Vasco e havaianas remendada com prego.
Cadê aquele homem que na hora H mordia atrás da coxa e apertava com gosto?
Aperto agora só no coração, saudade misturada com frustração.
Sua vida parecia um manual do que não fazer, um guia às avessas.
Deu de ombros, os mesmos ombros manchados do passado, por achar que sombra e chapéu é protetor solar.
A vida é isso. Uma eterna tatuagem, a dor passa, o desenho fica.

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Jeff Ribeiro, escritor

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