CPFL regulariza 229 instalações em Itu e região
A CPFL Piratininga regularizou, no último ano, 229 instalações irregulares nas cidades de Itu, Salto e Indaiatuba, a partir de denúncias realizadas por clientes. Ao longo do período, a empresa recebeu mais de 1,9 mil relatos, que resultaram em inspeções técnicas e operações conjuntas com as autoridades policiais.
As ações possibilitaram a recuperação de 210,6 MWh de energia desviada, volume equivalente ao consumo médio anual de 104 residências. Segundo o gerente de Gestão de Energia e Receita do grupo, Daniel Carvalho, a participação da população é fundamental no combate às irregularidades. “Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma.
Conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e fraudes, como a adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema elétrico, prejudicam a qualidade do serviço e colocam em risco a população. Por serem realizadas fora dos padrões técnicos, essas práticas podem sobrecarregar a rede, causar oscilações ou interrupções no fornecimento, além de aumentar o risco de acidentes, como curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos.
O combate a essas irregularidades também busca evitar impactos financeiros aos consumidores. De acordo com a CPFL, parte das perdas não técnicas — relacionadas a furtos e fraudes — é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica, o que pode influenciar no aumento das tarifas.
No Brasil, o furto de energia é crime e pode resultar em pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em casos de fraude, como a manipulação de medidores ou uso de dispositivos para desvio de energia, as penalidades podem ser ampliadas, incluindo a cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.
Para reforçar o combate às irregularidades, a CPFL Piratininga também investe em tecnologia. Em 2025, a distribuidora destinou R$ 36,7 milhões para soluções de blindagem, como a instalação de caixas invioláveis, medidores coletivos instalados em postes e sistemas industriais com leitura externa e monitoramento remoto. Segundo a empresa, essas medidas contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição.
Foto: Divulgação/CPFL Energia
