Diesel despenca 7% após alta com guerra
Em Itu, os preços do diesel seguem em trajetória de queda e apresentam a maior retração proporcional entre os municípios da região, de acordo com as últimas pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O diesel comum recuou de aproximadamente R$ 7,59, registrado no pico de março, para R$ 7,06 na pesquisa mais recente, o que representa uma redução de R$ 0,53, equivalente a 7,0%. Já o diesel S10 passou de R$ 7,66 para R$ 7,17 no mesmo período, com queda de R$ 0,49, ou 6,4%.
Linha do tempo do diesel em Itu:
| Indicador | Março (pico) | Semana intermediária | Atual |
|---|---|---|---|
| Diesel comum | R$ 7,59 | R$ 7,45 | R$ 7,06 |
| Diesel S10 | R$ 7,66 | R$ 7,56 | R$ 7,17 |
| Variação (comum) | — | — | -R$ 0,53 (-7,0%) |
| Variação (S10) | — | — | -R$ 0,49 (-6,4%) |
O movimento acompanha a tendência observada em São Paulo e no Brasil, com recuo gradual após semanas de forte pressão nos preços.
Histórico de preços em São Paulo e no Brasil:
| Local | Março (pico) | Intermediário | Atual |
|---|---|---|---|
| São Paulo diesel | R$ 7,45 | R$ 7,36 | R$ 7,26 |
| São Paulo S10 | R$ 7,67 | R$ 7,59 | R$ 7,46 |
| Brasil diesel | R$ 7,45 | R$ 7,33 | R$ 7,21 |
| Brasil S10 | R$ 7,57 | R$ 7,51 | R$ 7,38 |
Histórico do conflito
A escalada recente das tensões no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel intensificaram ações militares contra alvos ligados ao Irã. O movimento ocorreu após uma série de acusações envolvendo apoio iraniano a grupos armados na região, o que elevou rapidamente o risco geopolítico.
Logo nos primeiros dias do conflito, o mercado internacional reagiu com forte alta no preço do petróleo, diante do temor de interrupções no fornecimento. O principal ponto de preocupação passou a ser o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Com o avanço das tensões, surgiram ameaças de bloqueio do estreito por parte do Irã, além do aumento da presença militar na região. Em alguns momentos, houve restrições operacionais e atrasos no tráfego de navios petroleiros, o que contribuiu para a disparada das cotações internacionais.
Paralelamente, prazos diplomáticos estabelecidos para contenção da crise foram descumpridos, e negociações intermediadas por outros países não avançaram como esperado. O cenário de incerteza levou a sucessivas revisões nos preços do petróleo, refletindo diretamente nos combustíveis.
Mesmo com tentativas recentes de retomada do diálogo, o conflito segue sem solução definitiva. A instabilidade no entorno do Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado global de energia, mantendo os preços sensíveis a qualquer novo desdobramento.
