Operação mira esquema milionário e faz busca e apreensão na casa de empresários em Itu

Uma força-tarefa deflagrada nesta quinta-feira, em Mato Grosso do Sul, revelou um esquema sofisticado de fraudes envolvendo a judicialização da saúde. A ação foi coordenada pelo DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil) e contou com a participação do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Receita Federal.

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Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. As ações ocorreram em cidades como Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, além de municípios paulistas como São Paulo, Barueri e Itu, e também em Nova Lima.

Em Itu, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de dois sócios de uma das empresas suspeitas. A Receita Federal não divulgou os nomes.

Remédios

As investigações começaram em setembro de 2025 e apontam para uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação coordenada entre diferentes núcleos.

Segundo as apurações, o grupo manipulava processos judiciais para garantir o fornecimento de medicamentos de alto custo, especialmente oncológicos. Parte significativa dos valores liberados pela Justiça era desviada sob a justificativa de “serviços de assessoria”, enquanto apenas uma parcela era destinada à compra efetiva dos remédios.

O esquema envolvia empresas intermediárias sem estrutura adequada e assessorias responsáveis pela importação dos medicamentos por valores muito inferiores aos cobrados do poder público. Há ainda indícios de fornecimento de produtos sem registro sanitário, o que pode representar risco à saúde dos pacientes.

As investigações seguem em sigilo e novas fases da operação não foram descartadas.

Com informações e fotos: Assessoria da Receita Federal de Campo Grande.

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